A Merck Sharp & Dohme (MSD) (Merck & Co., Inc. nos Estados Unidos da América) anunciou ontem, a sua satisfação pela decisão do tribunal do estado de Nova Jérsia, de rejeitar o pedido interposto pelo cidadão de Idaho na sequência da toma de Vioxx®.
“Nós apresentámos um caso solidamente baseado na evidência científica”, disse Jim Fitzpatrick da Hughes Hubbard & Reed, membro da equipa de defesa da MSD “Frederick Humeston teria sofrido um enfarte agudo do miocárdio naquela ocasião independentemente de estar ou não medicado com Vioxx. Além disso, a MSD apresentou provas suficientes que demonstram, que o Vioxx foi cuidadosamente estudado em ensaios clínicos antes e depois da aprovação da FDA (Federal Drug Administration), e que os resultados dos mesmos foram sempre disponibilizados à FDA e à comunidade médica.”
“A MSD está satisfeita com o veredicto do jurado” disse Kenneth C. Frazier, Vice-presidente e consultor geral da MSD “Irão existir outras acções em tribunal contra o Vioxx e nós iremos defender com empenho cada uma nos próximos anos. A MSD agiu de forma responsável: realizando ensaios clínicos exaustivos de comparação entre o Vioxx e outros AINEs ou placebo em cerca de 10.000 doentes antes da aprovação; monitorizando o medicamento quando já estava no mercado; e retirando o medicamento voluntariamente quando o fez.”
O queixoso neste caso foi Frederick Humeston, um empregado do U.S. Postal Service (empresa de correios dos Estados Unidos da América) de Boise, Idaho, que alegava ter sofrido um enfarte agudo do miocárdio no dia 18 de Setembro de 2001, aos 56 anos, como resultado de ter tomado, de forma intermitente, Vioxx durante dois meses. O Sr. Humeston foi hospitalizado durante dois dias após o enfarte cardíaco, tendo voltando ao seu emprego duas semanas depois e, de acordo com o testemunho da sua mulher, sem qualquer restrição imposta pelos médicos.
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