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História da Empresa

 UMA VIDA CENTENÁRIA NUMA EMPRESA CHEIA DE ENERGIA
Quando a família Merck instalou a sua farmácia em Darmstadt, Alemanha, em 1668, não podia supor a multinacional farmacêutica que iria gerar daí a séculos. Mas o seu mais importante legado, o verdadeiro motor de desenvolvimento da Merck Sharp & Dohme dos nossos dias, foi a determinação, desde logo patenteada, de participar activamente no combate às doenças e na prevenção dos surtos epidémicos de que padecia a Europa.


Durante 160 anos, sucessivas gerações especializaram-se na investigação e preparação de medicamentos que contribuíram com eficácia para esse objectivo, daí resultando o engrandecimento da empresa da família Merck. A emigração alemã e os sucessos obtidos alcançaram tal fama que, em 1827, a empresa rompia as fronteiras europeias e iniciava a exportação para os Estados Unidos, onde passou a comercializar - fundamentalmente como grossista - grande parte dos 4000 fármacos que produzia.

Em finais do século XIX, George Merck, que estava há vários anos a formar-se para tomar conta do negócio familiar, foi enviado à América para evitar a repetição de incidentes relativos a imitações e falsificações de produtos Merck, e para tentar expandir os investimentos da filial americana. Desta embaixada resultou a criação da empresa Merck & Co., em 1891, com sede em Nova Iorque. Apesar das dificuldades económicas geradas pela grande recessão americana (1893-1897), a Merck & Co., apostando na sólida reputação de qualidade dos seus produtos, conseguiu ultrapassar a crise, com um reforço das vendas e da sua imagem de marca..

O início da Merck & Co.

No virar do século, George Merck adquire o terreno para a primeira fábrica da empresa em solo americano, em Rahway, New Jersey, que começaria a laborar em 1903. Entretanto instala-se definitivamente nos EUA e pede a naturalização. A Merck & Co., para além de aumentar as suas vendas, tornava-se fabricante e distribuidor de produtos de química fina, de elevada reputação.
A autonomia em relação à casa mãe foi um imperativo derivado da Primeira Guerra Mundial, já que o governo americano assumiu o controlo do capital alemão das empresas em seu território.

George Merck comprou as acções da antiga sede, reorganizou a produção e a distribuição de acordo com as condições económicas dos "loucos anos 20" e lançou as bases para a expansão nos países vizinhos. Em 1925, era já uma das três maiores empresas do ramo no país.

Crises e Crescimento

As sucessivas crises da economia americana no período entre as duas Grandes Guerras e nos anos 40 provocaram grandes alterações no funcionamento económico das empresas. As fusões surgiram como a forma óbvia de implantação no mercado, ao mesmo tempo que os ventos de instabilidade que se instalavam na Europa apelavam para a automatização de meios técnicos e científicos.

Assim, em 1933, um novo passo de gigante foi dado com a inauguração do seu primeiro laboratório de investigação farmacêutica. Enfrentando os grandes desafios da biologia, com meios e incentivos à criatividade e inovação, os cientistas da empresa atacaram a fundo os mistérios do sistema cardiovascular.

A devastação da Europa - e da sua indústria química em particular - provocada pela Segunda Grande Guerra, veio alargar substancialmente o campo de actividade das empresas americanas, ficando os Estados Unidos como o baluarte da investigação nos domínios da biologia e da química farmacêutica. Compreendendo a complementaridade das áreas de investigação, produção e comercialização de produtos farmacêuticos, a Merck & Co. juntou-se, em 1953, à Sharp & Dohme - companhia especializada na distribuição de produtos farmacêuticos.


O DESAFIO CONTINUA

A MSD investiga e lança novos medicamentos de forma regular, com elevada taxa de sucesso, marcando a sua posição de diferença, perante a adversidade dos mercados financeiros, as regulamentações e as novas doenças. Através da permanente investigação com rigorosas normas de qualidade e testes, consegue-se disponibilizar medicamentos que sirvam as pessoas. A MSD tem vindo a preparar-se para, nos próximos anos introduzir no mercado uma nova geração de medicamentos inovadores e que respondam às necessidades da população. Assim, temos feito investimentos significativos na investigação básica e clínica. É desta forma que a companhia encara um dos pilares em que assentam as suas prioridades operacionais: O reforço da liderança em inovação cientifica.

O pipeline da MSD (inovações em estudo ou em lista de espera para introdução no mercado) é hoje constituído por um elevado número de moléculas promissoras. Estas moléculas em desenvolvimento abrangem um vasto espectro de especialidades médicas e destinam-se a colmatar lacunas terapêuticas em áreas tão importantes como:


 

-Diabetes
-Doenças cardiovasculares
-Doenças osteoarticulares
-Doenças respiratórias
-Gastroenterologia
-Imunologia
-Incontinência urinária
-Insónia
-Infecciologia
-Neurologia
-Obesidade
-Oftalmologia
-Oncologia
-Osteoporose

A MSD prossegue a sua tradição na investigação de novas vacinas de forma a prevenir doenças que afectam milhões de pessoas em todo o mundo.

Em 2006 a MSD tem em processo de apreciação para aprovação na Food and Drug Administration e em outras instituições regulamentares em todo o mundo três importantes vacinas:

Zostavax a vacina para a prevenção da nevralgia post-herpética, conhecida como Zona. A Zona surge na sequência da reactivação do vírus varicela-zoster num indivíduo que tenha contraído varicela muitos anos antes e que tenha ficado completamente assintomático; manifesta-se inicialmente, por comichão, vermelhidão, ardor ou dor localizada numa parte lateral do corpo ou da cara (dor nevrálgica), estimando-se que em 25 a 50 por cento dos doentes com mais de 50 subsista a dor crónica, por vezes debilitante. De facto, mais de metade das pessoas vivendo até aos 85 anos nos Estados Unidos da América poderá vir a sofrer de Zona. Com o prolongamento da esperança média de vida aumenta a probabilidade de ocorrerem mais casos de Zona.

Em 2006 a MSD dá mais um passo na ciência, tendo sido aprovada a vacina Rotateq contra o Rotavírus.

Sobre a Gastroenterite de Rotavírus
O rotavírus é responsável por mais de 70.000 hospitalizações, 250.000 idas à urgência e mais de 400.000 idas a centros de saúde por ano, entre crianças com idade inferior a 5 anos nos EUA. Mundialmente, o rotavírus provoca mais de dois milhões de hospitalizações e perto de 500.000 mortes por ano. A incidência do rotavírus é similar nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos, o que indica que as diferenças de higiene ou sanidade do ambiente não impedem esta doença.
Durante os primeiros anos de vida, qualquer criança típica tem diversas infecções por rotavírus. As taxas mais elevadas de gastroenterite ocorrem geralmente nas crianças com menos de dois anos de idade, que são igualmente as que mais riscos correm de doença grave. Quase todas as crianças são infectadas com o rotavírus até aos cinco anos de idade. Há diversos serotipos diferentes do rotavírus e a prevalência destes serotipos varia com a região geográfica e muda de estação para estação. As crianças desenvolvem geralmente elevada imunidade contra os vários tipos do vírus após diversas infecções.
A Rotateq é eficaz nos cinco tipos de rotavírus - G1, G2, G3, G4 e P1 - responsáveis por 90% das doenças por rotavírus em todo o mundo. Se for aprovada pela FDA, a Rotateq vai ser a única vacina disponível para protecção contra o rotavírus nos EUA.

A MSD submeteu também um processo de aprovação da vacina Gardasil, a primeira vacina desenvolvida para a prevenção de cancro. A vacina de investigação MSD, visa prevenir a infecção pelos quatro tipos mais comuns de Vírus do Papiloma Humano (HPV) - 16, 18 (causadores de cerca de 70% dos casos de cancro do colo do útero) e 6 e 11 (causadores de 90% dos casos de verrugas genitais).
O Cancro do Colo do Útero, diagnosticado a meio milhão de mulheres, é a segunda causa de morte por cancro nas mulheres em todo o mundo e responsável por 300.000 mortes anuais. Nos EUA estimavam-se 10.000 novos casos até ao fim de 2005. Na maioria das pessoas a doença é auto-limitada mas em alguns tipos de infecção por HPV, quando não diagnosticados nem tratados, o curso da doença dá origem ao cancro do colo do útero.


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