A Artrite Reumatóide é uma doença de difícil tratamento. 75% dos doentes apresenta melhoria quando são tratados com baixas doses de um número mínimo de medicamentos durante o primeiro ano da doença. Porém, 10% ou mais são eventualmente incapacitados por ela.
Os doentes que apresentam diagnóstico de Artrite Reumatóide precisam de receber informações sobre a doença, sobre o seu curso, as diferentes modalidades terapêuticas, os efeitos colaterais induzidos pela medicação, as consequências da doença e sobre as técnicas para ocultar o problema.
O tratamento da Artrite Reumatóide poderá ser realizado pelo doente de duas maneiras: tratamento não farmacológico e tratamento farmacológico.
- Tratamento Não Farmacológico:
O repouso completo no leito durante um curto período de tempo pode ser benéfico para doentes com doença grave activa e dolorosa, mas períodos regulares de repouso podem ser recomendados para doentes com sintomas menos graves. Além disso, aparelhos para mobilização podem poupar a articulação em locais específicos de inflamação.
Programas de exercícios também podem contribuir para a prevenção de deformidades e para a manutenção da massa muscular, embora eles devam ser iniciados cuidadosamente se o processo inflamatório agudo ainda estiver activo. Exercícios e fisioterapia oferecem maior sucesso quando iniciados após a inflamação ter sido controlada.
Vários dispositivos encontram-se disponíveis para ajudar os doentes com Artrite Reumatóide a realizar as suas tarefas diárias. Sapatos ortopédicos e outro tipo de calçado podem também ser muito úteis.
- Tratamento Farmacológico:
O tratamento farmacológico da Artrite Reumatóide tem sido tradicionalmente dividido em tratamento sintomático e em tratamento modificador da doença. O tratamento sintomático, incluindo AINE, aspirina e coxibs, exerce rápido efeito nos sinais de inflamação, tais como dor e rigidez. Mas infelizmente não alteram a progressão do dano articular, conforme evidenciado por estudos que utilizaram radiografias seriadas.
O segundo tratamento é aquele que consegue modificar o curso da doença. Aqui, podemos destacar a sulfassalazina, a hidroxicloroquina, o metotrexato, a azatioprina, os sais de ouro, a penicilamina, a ciclofosfamida, a ciclosporina e mais recentemente, os anti-TNFx (biológicos).
Actualmente, a medicação modificadora da doença está a ser usada no início do processo patológico para ajudar a prevenir complicações e incapacidade. Por este motivo, são agora classificados como medicação anti-reumática modificadora da doença (DMARDs), medicação indutora de remissão (RIDs) ou medicação anti-reumática de acção lenta (SAARDs).
Dez-2008- ACX-2007-PT-1433-W
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